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Você pode se sentir a vontade para orar com Deus, não existe um muro que separe vocês dois. Após o sacrifício de Jesus, o véu foi rasgado, e o Espírito Santo habita em você. Dessa forma, sua conexão com Deus está estabelecida, Ele está com os ouvidos atentos às suas necessidades.

Texto chave: Hebreus 10:19-25

Tema: Ousadia na oração diante de Deus.

Objetivo: Levar os ouvintes à decisão de querer buscar a presença de Deus em oração, através de um relacionamento pessoal com Jesus Cristo.
Introdução


Portanto, meus irmãos, tendo ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus,
pelo novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, pela sua carne,
e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus,
- Hebreus 10:19-21

A Palavra de Deus nos diz que podemos ter ousadia para buscar a presença de Deus, podemos fazer isso por causa de Jesus Cristo, que derramou o seu sangue por nós. Através do seu sacrifício, Jesus abriu um novo e vivo caminho, que permite nos aproximarmos de Deus com ousadia.

O véu separava as duas principais salas do templo: o "santo dos santos" e o "santíssimo lugar". Nesse último, o sumo sacerdote entrava apenas uma vez por ano para ministrar sacrifício (Hebreus 9:7). Quando Jesus morreu na cruz, o véu do templo se rasgou de alto a baixo (Mateus 27:51), demonstrando que a partir desse momento todas as pessoas que creem têm autorização para entrar no santuário de Deus.

Podemos ter ousadia para entrar na presença de Deus em oração, por Jesus, o nosso grande sumo sacerdote. Ele nos abriu um novo e vivo caminho, por meio do Seu próprio sangue derramado na cruz do Calvário.

O texto de Hebreus 10:22-25 nos mostra três formas de orarmos a Deus com ousadia:
I. Adorando pela fé em santidade

Adorar significa colocar Deus em primeiro lugar em nossas vidas.

Quando nos aproximamos de Deus em oração, precisamos deixar tudo de lado e nos concentrar somente em Deus. Jesus havia dito para a mulher samaritana que nossa adoração tem que ser espiritual e verdadeira: João 4:24.


...aproximemo-nos com um coração sincero, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e o corpo lavado com água pura.
- Hebreus 10:22

Com um coração sincero: a sinceridade é fundamental para desenvolvermos um bom relacionamento com as pessoas. Com Deus é mesma coisa, tem que haver sinceridade.

Em plena certeza de fé: a fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção dos fatos que não vemos (Hebreus 11:1).


De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que recompensa os que o buscam.
- Hebreus 11:6

Com uma consciência pura: para termos a consciência pura precisamos ter a certeza de que nossos pecados foram perdoados. O sangue de Jesus pode nos perdoar de todos os pecados.

Com o corpo lavado em água pura: o autor da carta aos Hebreus faz uma alusão às purificações que os judeus realizavam para oferecer sacrifícios no templo. Da mesma forma devemos nos purificar para nos aproximarmos de Deus.
II. Perseverando por meio da esperança

A esperança é que nos faz seguir em frente e é o combustível para a perseverança.


Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel.


- Hebreus 10:23

Guardando firme a confissão da esperança sem vacilar: firmeza é fundamental na vida cristã. A confissão da fé que fizemos jamais pode ser abandonada, pois a esperança é que nos dá força para ficarmos firmes, sem vacilar.

Sabendo que quem fez a promessa é fiel: o Senhor é fiel em Suas promessas, quando conhecemos a natureza de Deus sabemos que podemos ter esperança.
III. Crescendo em amor através da comunhão


Cuidemos também de nos animar uns aos outros no amor e na prática de boas obras.
Não deixemos de nos congregar, como é costume de alguns. Pelo contrário, façamos admoestações, ainda mais agora que vocês veem que o Dia se aproxima.


- Hebreus 10:24-25

Encorajando uns aos outros no amor e na prática das boas obras: a comunhão com os irmãos na igreja é essencial para o encorajamento e o amor é o fundamento da nossa relação com Deus e com os irmãos. O ânimo que vem de Deus nos leva a orar com ousadia. Esse encorajamento também nos leva à prática das boas obras.

Não deixando de congregar (como é costume de alguns): na época que essa carta foi escrita, já haviam cristãos abandonando a comunhão na igreja. A vida de oração deve acontecer no contexto da nossa intimidade, com a porta do quarto fechada, como disse Jesus (Mateus 6:6), mas, também, deve acontecer na coletividade da igreja.

Admoestando uns aos outros: o encorajamento é uma forma carinhosa de estimular os irmãos. A admoestação é uma afirmação corretiva que pode nos ajudar na caminhada. Isso acontece no contexto do relacionamento com os irmãos.

Porque o "dia" se aproxima: o "dia", aqui, significa o dia do juízo final, onde todos prestaremos contas diante de Deus. Entrar na presença de Deus em oração é, também, uma necessidade para ficarmos firmes até a volta de Jesus.
Conclusão

Recapitulando:Adorando pela fé em santidade.
Perseverando por meio da esperança.
Crescendo em amor através da comunhão.
Três elementos surgem aqui: A fé, a esperança e o amor.


Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior deles é o amor.
- 1 Coríntios 13:13

Ideia principal: Podemos ter ousadia para entrar na presença de Deus em oração, através de Jesus, o nosso grande sumo sacerdote. Ele abriu um novo e vivo caminho, por meio do Seu próprio sangue derramado na cruz do Calvário.


Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e equilíbrio. Portanto, não se envergonhe de testemunhar do Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro dele, mas suporte comigo os sofrimentos pelo evangelho, segundo o poder de Deus, que nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não em virtude das nossas obras, mas por causa da sua própria determinação e graça. Esta graça nos foi dada em Cristo Jesus desde os tempos eternos.

2 Timóteo 1:7-9

Deste evangelho fui constituído pregador, apóstolo e mestre. Por essa causa também sofro, mas não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou bem certo que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia.

2 Timóteo 1:11-12

Fuja dos desejos malignos da juventude e siga a justiça, a fé, o amor e paz, juntamente com os que, de coração puro, invocam o Senhor…

2 Timóteo 2:22

A segunda carta a Timóteo carrega o peso das despedidas e a profundidade de um legado espiritual. Escrita nos últimos dias do apóstolo Paulo, ela não nasce em um momento de conforto, mas em meio à dor, à solidão e à certeza do martírio. Após ter sido libertado de sua primeira prisão em Roma, Paulo seguiu anunciando o Evangelho, passando pela Espanha e por Éfeso. Contudo, quando Roma foi consumida pelo fogo e o imperador Nero lançou a culpa sobre os cristãos, iniciou-se uma perseguição implacável contra os seguidores de Cristo. Foi nesse cenário que Paulo foi novamente preso, agora consciente de que sua jornada terrena chegava ao fim.

Mesmo diante da morte, Paulo não escreve com desespero, mas com clareza e propósito. Seu coração pastoral se volta mais uma vez para Timóteo, a quem chama de filho na fé. Ele o exorta a permanecer firme, a não se envergonhar do Evangelho e a estar disposto a sofrer por causa de Cristo. Não se trata apenas de resistir à perseguição, mas de guardar fielmente a verdade que lhes foi confiada.

Para tornar esse chamado ainda mais claro, Paulo utiliza três imagens poderosas: o soldado, o atleta e o lavrador. O soldado ensina sobre foco e compromisso, alguém que não se envolve com distrações, mas vive para agradar aquele que o alistou. O atleta revela a importância da disciplina e da obediência às regras, lembrando que não há coroa sem perseverança. Já o fazendeiro aponta para o trabalho árduo e paciente, aquele que trabalha hoje confiando na colheita futura.

Com essas ilustrações, Paulo encoraja Timóteo a se apresentar como um obreiro aprovado, alguém que maneja corretamente a Palavra da verdade e não tem do que se envergonhar. Sua mensagem ecoa além do tempo: a fidelidade ao chamado de Deus exige esforço, disciplina e perseverança, especialmente quando o caminho é marcado por sofrimento.

A segunda carta a Timóteo não é apenas um adeus; é um convite à constância. É o testemunho de um homem que, mesmo à beira da morte, permanece fiel à missão recebida e chama a próxima geração a fazer o mesmo — firmes em Cristo, custe o que custar.




Treze anos havia se passado desde quando Abrão e Sarai tentaram ajudar a Deus no cumprimento de suas promessas por impaciência e desvario com a geração de Ismael cujo nome fora sugerido pelo próprio Senhor.
Ele agora estava com 99 e Sarai com 89 anos, dez anos de diferença entre eles. Estavam velhos e o ventre de Sarai também estava já murcho. Ela com certeza já tinha encerrado o ciclo natural das mulheres e não poderia naturalmente gerar filhos, a não ser que este viesse mesmo de Deus, de forma não natural.
Muitas vezes estamos nós do mesmo jeito deles e as promessas de Deus em nossas vidas não aconteceram. Teria Deus que não falha, falhado ou se esquecido ou, pior, cremos iludidamente em promessas vazias e fomos enganados? As coisas de Deus são loucura para nós porque não seguem padrões humanos.
Queremos que as coisas aconteçam dessa e desta outra maneira e até impomos a Deus limites, mas as coisas de Deus não são assim. Eu mesmo, repito, já não me tenho “amaldiçoado” dizendo que já não quero mais porque já passou o meu tempo e Deus se esqueceu de mim? Você já ficou, tolamente, com raivinha de Deus? Isso se chama imaturidade, criancice, meninice que realmente provam que o tempo ainda não é chegado.
Quando tudo parece perdido e já se esgotaram todas as forças e a espera agora deles é pela última viagem, eis que aparece o Senhor a Abrão. Sim, aparece... Aparece e lhe diz que ele é o Todo-Poderoso. Incrível que a primeira coisa que ele diz a ele, Abrão, é exatamente isso que ele é o Todo-Poderoso.
Em seguida o adverte veementemente com uma forte censura obviamente se reportando àquela ajudazinha que tentaram dar a Deus, desrespeitando-o de forma grosseira. ANDA NA MINHA PRESENÇA E SÊ PERFEITO! Depois ele começa a estabelecer a sua aliança com ele.
A palavra dirigida exclusivamente a Abrão naquela época, eu aplico ela agora a nós todos os crentes filhos da fé, filhos de Abrão, para também andarmos na sua presença e sermos perfeitos. Quem é seguidor de Deus ou despenseiro dele deve ter essa mentalidade de andar em sua presença e, portanto ser perfeito.
É óbvio que consequentemente Abrão caísse com seu rosto em terra, em pó. Deus aproveita a situação e lhe fala de sua aliança e das suas promessas. Uma das primeiras coisas que Deus faz é já mudar o nome dele e de sua esposa e agora não mais Abrão e Sarai, mas Abraão e Sara porque serão pai e mãe de muitas gerações.
A mudança de nome é algo impressionante e sinal para todos nós de que quando Deus entra na nossa vida a nossa vida que levávamos muda totalmente e somos transformados agora para nos conformarmos mais ainda à sua imagem e à sua semelhança. Como está escrito em Coríntios: E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito. – II Co 3:18.
Depois de um encontro com Deus tudo muda, inclusive nosso nome que é nossa marca na nossa sociedade e em nosso mundo pelo qual somos também conhecidos. Deus estava dando a ele uma nova marca, um novo nome, um novo sentido na sua vida. O mesmo se dá quando recebemos a Cristo em nossas vidas.
Abraão, agora de novo nome, não resiste e se ri... Realmente era incrível aquela história toda, principalmente porque ele já estava com seus quase 100 anos e sua esposa com 90. Eu também teria rido e talvez até gargalhado com tudo aquilo. Deus não o puniu porque se riu, mas sua reação será contrária quando Sara rir. Veremos isso no próximo capítulo.
Abraão ainda não tinha entendido que a promessa iria se cumprir na vida dele e de Sara e menciona Ismael, mas Deus deixa tudo bem claro a ele dizendo que será o seu descendente, Isaque, que será seu herdeiro. O nome Isaque foi sugestão do próprio Deus. Isaque significa risos... Vejo muito senso de humor em Deus.
Institui a circuncisão como selo e sinal da aliança ali sendo feita. Sobre este assunto dos sacramentos de Deus do Antigo e do novo Testamento, há um artigo muito bom no site do monergismo[1]. Cito um pequeno trecho dele abaixo:
A circuncisão (sacramento de admissão na igreja visível) transformou-se no batismo cristão, visto que não mais havia necessidade de derramamento de sangue, pois o Cordeiro Pascal estava preste a ser imolado. Em Colossenses 2:11-12, o batismo cristão é chamado explicitamente de ‘‘circuncisão de Cristo’’ (o mesmo que circuncisão cristã):
Nele também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne que é a circuncisão de Cristo; tendo sido sepultados juntamente com ele no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados, mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos.
O argumento do Apóstolo Paulo é evidente: nós cristãos também fomos circuncidados, não com o corte do prepúcio, mas com o batismo cristão que tem a mesma função da circuncisão judaica, podendo portanto até mesmo ser chamado de circuncisão cristã.
Gn 17:1 Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos,
apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe:
Eu sou o Deus Todo-Poderoso,
anda em minha presença
e sê perfeito.
Gn 17:2 E porei a minha aliança
entre mim e ti,
e te multiplicarei grandissimamente.
Gn 17:3 Então caiu Abrão sobre o seu rosto,
e falou Deus com ele, dizendo:
Gn 17:4 Quanto a mim, eis a minha aliança contigo:
serás o pai de muitas nações;
Gn 17:5 E não se chamará mais o teu nome Abrão,
mas Abraão será o teu nome;
porque por pai de muitas nações te tenho posto;
Gn 17:6 E te farei frutificar grandissimamente,
e de ti farei nações,
e reis sairão de ti;
Gn 17:7 E estabelecerei a minha aliança
entre mim e ti
e a tua descendência depois de ti em suas gerações,
por aliança perpétua,
para te ser a ti por Deus,
e à tua descendência
depois de ti.
Gn 17:8 E te darei
a ti e à tua descendência depois de ti,
a terra de tuas peregrinações,
toda a terra de Canaã em perpétua possessão
e ser-lhes-ei o seu Deus.
Gn 17:9 Disse mais Deus a Abraão:
Tu, porém,
guardarás a minha aliança,
tu, e a tua descendência depois de ti,
nas suas gerações.
Gn 17:10 Esta é a minha aliança,
que guardareis entre mim e vós,
e a tua descendência depois de ti:
Que todo o homem entre vós será circuncidado.
Gn 17:11 E circuncidareis a carne do vosso prepúcio;
e isto será por sinal da aliança entre mim e vós.
Gn 17:12 O filho de oito dias, pois,
será circuncidado,
todo o homem nas vossas gerações;
o nascido na casa,
e o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro,
que não for da tua descendência.
Gn 17:13 Com efeito será circuncidado
o nascido em tua casa,
e o comprado por teu dinheiro;
e estará a minha aliança na vossa carne
por aliança perpétua.
Gn 17:14 E o homem incircunciso,
cuja carne do prepúcio não estiver circuncidada,
aquela alma será extirpada do seu povo;
quebrou a minha aliança.
Gn 17:15 Disse Deus mais a Abraão:
A Sarai tua mulher não chamarás mais pelo nome de Sarai,
mas Sara será o seu nome.
Gn 17:16 Porque eu a hei de abençoar,
e te darei dela um filho;
e a abençoarei,
e será mãe das nações;
reis de povos sairão dela.
Gn 17:17 Então caiu Abraão sobre o seu rosto,
e riu-se, e disse no seu coração:
A um homem de cem anos há de nascer um filho?
E dará à luz Sara da idade de noventa anos?
Gn 17:18 E disse Abraão a Deus:
Quem dera que viva Ismael diante de teu rosto!
Gn 17:19 E disse Deus:
Na verdade, Sara, tua mulher,
te dará um filho,
e chamarás o seu nome Isaque,
e com ele estabelecerei a minha aliança,
por aliança perpétua
para a sua descendência depois dele.
Gn 17:20 E quanto a Ismael,
também te tenho ouvido;
eis aqui o tenho abençoado,
e fá-lo-ei frutificar,
e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente;
doze príncipes gerará,
e dele farei uma grande nação.
Gn 17:21 A minha aliança, porém,
estabelecerei com Isaque,
o qual Sara dará à luz
neste tempo determinado,
no ano seguinte.
Gn 17:22 Ao acabar de falar com Abraão,
subiu Deus de diante dele.
Gn 17:23 Então tomou Abraão a seu filho Ismael,
e a todos os nascidos na sua casa,
e a todos os comprados por seu dinheiro,
todo o homem entre os da casa de Abraão;
e circuncidou a carne do seu prepúcio,
naquele mesmo dia,
como Deus falara com ele.
Gn 17:24 E era Abraão
da idade de noventa e nove anos,
quando lhe foi circuncidada a carne do seu prepúcio.
Gn 17:25 E Ismael, seu filho,
era da idade de treze anos,
quando lhe foi circuncidada a carne do seu prepúcio.
Gn 17:26 Naquele mesmo dia
foram circuncidados Abraão e Ismael seu filho.
Gn 17:27 E todos os homens da sua casa,
os nascidos em casa,
e os comprados por dinheiro ao estrangeiro,
foram circuncidados com ele.
Também Deus faz promessas de abençoar a Ismael, mas deixa claro que a aliança dele com ele será estabelecida em Isaque que ainda viria nascer no ano seguinte. Ainda Abraão e Sara teriam de esperar mais um ano. Eu, particularmente, creio que se eles não tivessem feito aquela besteira envolvendo Hagar, já de há muito teriam tido o seu descendente legítimo.
Quando Deus termina de lhe ministrar, ele sobe diante de Abraão. Em seguida, Abraão cumpre a sua parte circuncidando todos de sua casa. Abraão exemplo de homem de fé e obediência.

 


Gênesis 17 fala sobre quando Deus mudou o nome de Abrão para Abraão. O estudo bíblico de Gênesis 17 ainda revela a reafirmação da aliança de Deus com Abraão. Nesse mesmo capítulo a circuncisão é estabelecida como sinal da aliança e o nome de Sarai também é mudado.

Um esboço de Gênesis 17 pode ser dividido da seguinte forma:

  • Deus renova Sua aliança com Abrão (Gênesis 17:1-4).
  • Deus muda o nome de Abrão (Gênesis 17:5-8).
  • Deus institui a circuncisão como sinal de Sua aliança (Gênesis 17:9-14).
  • Deus muda o nome de Sarai (Gênesis 17:15-22).
  • Abraão obedece à ordem de Deus (Gênesis 17:23-27).

Deus renova Sua aliança com Abrão (Gênesis 17:1-4)

Gênesis 17 começa dizendo que Deus apareceu a Abrão quando ele tinha a idade de noventa e nove anos (Gênesis 17:1). Então entre a história registrada em Gênesis 16 e a narrativa presente em Gênesis 17 há um intervalo de treze anos (Gênesis 16:16).

Deus se apresentou a Abrão dizendo: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito” (Gênesis 17:1). Essa auto-designação de Deus como o Todo-Poderoso enfatiza o Seu domínio absoluto sobre todas as coisas. Na sequência Ele também indica que diante de Suas promessas Abrão deveria demonstrar uma resposta obediente.

Em Gênesis 17 mais uma vez a aliança de Deus com Abrão é reafirmada. Ele diz: “Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente” (Gênesis 17:2). O texto hebraico enfatiza o conceito de “minha aliança”; ou seja, uma aliança unilateral de Deus com Abrão. Contudo, isso não significa que Abrão e sua descendência como beneficiários dessa aliança estivessem isentos de responsabilidades (Gênesis 17:7-9; cf. Gênesis 12:1-3; 15:18-21).

Então a aliança de Deus com Abrão inclui tanto as promessas invioláveis de Deus; bem como a responsabilidade de Abrão em agir com obediência dentro desse relacionamento pactual (Gênesis 17:4-15). Abrão se prostrou com rosto em terra e escutou de Deus a promessa de que ele seria o pai de numerosas nações.

Deus muda o nome de Abrão para Abraão (Gênesis 17:5-8)

Nesse contexto Deus mudou o nome de Abrão para Abraão. Abrão é um nome semita que significa “pai exaltado”. Já Abraão significa “pai de uma multidão de nações”, indicando sua grande descendência como resultante da promessa pactual de Deus.

No sentido físico, Abraão de fato foi o pai de muitas nações. Não somente dos israelitas através e Isaque e Jacó; mas também dos ismaelitas através de Ismael; dos edomitas através de Esaú; e de outros povos através de seus filhos com Quetura.

Mas essa promessa também encontra seu cumprimento pleno e final na Igreja que reúne os verdadeiros descentes espirituais de Abraão pela fé em Cristo, o único que satisfaz cada condição da aliança de Deus (Romanos 4:16,17; 15:8-12; Gálatas 3:29; Apocalipse 7:9; cf. 2 Coríntios 1:20; Efésios 2:12,13). Isso fica claro nos versículos seguintes que enfatizam o caráter eterno da aliança de Deus com a descendência eleita de Abraão (Gênesis 17:7,8).

Deus institui a circuncisão como sinal de Sua aliança (Gênesis 17:9-14)

Como sinal da aliança, Deus instituiu a circuncisão a Abraão (Gênesis 17:9,10). As alianças bíblicas geralmente são sinalizadas com algum símbolo (cf. Gênesis 9:12; Êxodo 31:13,17; Lucas 22:20).

Deus ordenou que todos os homens das gerações de Abraão fossem circuncidados com oito dias. Até mesmo os escravos comprados ou nascidos na casa de Abraão deveriam ser circuncidados (Gênesis 17:12).

A circuncisão não era um procedimento novo naquele tempo. Outros povos antigos já adotavam a circuncisão, mas geralmente na adolescência. Contudo, o significado religioso da circuncisão como símbolo da aliança de Deus com Abraão e sua descendência, era um conceito inédito. Também é muito significativa a ordem para que a circuncisão fosse praticada em recém-nascidos. Isso indicava que os filhos do povo eleito pertenciam à comunidade da aliança.

Nesse aspecto a circuncisão serviu como um sinal distintivo teocrático da descendência de Abraão. O restante da história bíblica revela que a simples circuncisão da carne era ineficaz como símbolo de consagração a Deus se o coração e os ouvidos do povo não estivessem consagrados a Ele (cf. Deuteronômio 10:16; 30:6; Jeremias 4:4; 6:10; 9:25,26; Ezequiel 44:7,9).

Deus muda o nome de Sarai (Gênesis 17:15-22)

Deus não apenas mudou o nome de Abrão, mas também de Sarai, sua esposa. Acredita-se que o nome Sarai significa “minha princesa”. Então o nome Sara parece ser uma variante de Sarai que elimina o pronominal possessivo “minha”, ficando somente “princesa”.

Deus prometeu que Sara conceberia de Abraão e lhe daria um filho. Abraão até demonstrou certo ceticismo diante dessa promessa, pois ele e sua esposa estéril tinham a idade muito avançada. Abraão disse: “A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara com seus noventa anos?” (Gênesis 17:17). Então Abraão apresentou Ismael a Deus como um possível herdeiro seu (Gênesis 17:18).

Mas Deus reafirmou a Abraão que Sara haveria de ser mãe, e seu filho seria chamado Isaque. Deus prometeu abençoar Ismael e fazer dele uma grande nação; mas em Sua soberania Deus elegeu Isaque como herdeiro da promessa e não Ismael (Gênesis 17:19-22).

Abraão obedece à ordem de Deus (Gênesis 17:23-27)

Gênesis 17 termina mostrando como Abraão obedeceu à ordem do Senhor quanto ao sinal da aliança. O escritor de Gênesis diz que naquele mesmo dia Abraão tomou a Ismael e todos os homens de sua casa e circuncidou a todos eles. Ismael e Abraão foram circuncidados no mesmo dia. Ismael tinha treze anos à época, e Abraão tinha noventa e nove anos.


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